Mandala

Estudar o mandala e observar seus elementos é um convite para compreender as formas geométricas que se manifestam em tudo o que existe na natureza – do micro ao macro. Esse conhecimento é conhecido como Geometria Natural ou Geometria Sagrada, chamada assim por revelar os princípios originários de toda criação.

Contemplar um mandala e sua formação é, portanto, acessar a força invisível que a gera – a mesma que sustenta o movimento da vida.

Mandala: o círculo onde o Universo se manifesta

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Ela nasce de um ponto central, imóvel, sem dimensão ou tempo. Esse ponto imaginário é o alicerce onde toda a criação se apoia.

Tudo o que se manifesta parte de um centro invisível que lhe confere sentido e direção. Quando esse centro se perde, o círculo se desfaz.

Do mesmo modo, o centro de gravidade das nossas ações não está fora, no espaço ou em objetos externos, mas dentro de nós — no âmago da pura consciência plena.

Mandalas: símbolos da geometria da criação

As mandalas são mais do que formas belas — são símbolos que contêm, em sua estrutura, os códigos geométricos da criação.

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A simples contemplação de uma mandala pode transformar o estado de espírito, despertando sentimentos, sensações, lembranças e emoções que emergem do inconsciente.

Elas podem ser criadas pelo puro prazer de expressar, mas também com intenção consciente: canalizar ou transformar energias específicas. Escolhendo formas e cores de maneira intuitiva ou simbólica, podemos ativar frequências como prosperidade, criatividade, equilíbrio ou harmonia – de acordo com o propósito que nos move naquele momento.

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Elementos essenciais na composição de uma mandala

Ao observar ou criar uma mandala, alguns elementos se destacam por sua profundidade simbólica e impacto energético. Entre eles, três são fundamentais: símbolo, número e cor. Cada um contribui para o sentido e a vibração da mandala de forma única:

Símbolo
É a representação de um conceito, ideia ou ideal. Diferentemente de um sinal, que transmite uma mensagem direta e objetiva, o símbolo carrega uma mensagem essencial que se abre em múltiplos significados, dependendo da experiência e da percepção de quem o contempla.

Número
Os números também possuem vibração e significado simbólico. Eles se manifestam na mandala por meio da quantidade de elementos, da divisão do espaço, da repetição de formas e até mesmo nas cores associadas a determinadas frequências numéricas.

Cor
Mais do que um estímulo visual, a cor possui propriedades vibracionais e atua diretamente no campo emocional e psíquico. Sua luminosidade (como a cor se apresenta aos olhos) e intensidade (grau de saturação) influenciam o impacto da mandala, tocando a alma e despertando sensações sutis e profundas.

Criar ou contemplar uma mandala é mais do que uma experiência estética – é um ato de reconexão. Cada linha, cor, forma e número se torna um portal simbólico que nos conduz de volta ao centro, ao silêncio interior de onde tudo emerge.

Ao nos abrirmos para essa linguagem ancestral e intuitiva, acessamos não apenas o símbolo externo, mas o reflexo da nossa própria essência. A mandala nos lembra que, mesmo em meio ao caos, existe uma ordem sutil e viva sustentando tudo: o ponto invisível onde habita a consciência.

Nesse caminho de descoberta, a mandala se revela como uma prática de cura, autoconhecimento e expansão – um espelho do Todo refletido dentro de nós.

Espero ter lhe inspirado com esse texto, ele foi inspirado em minhas leituras e estudo inicial sobre mandalas.

artigo publicado em 25 de outubro/2021 no blog anterior.

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