Harmonia Natural – TAO 13
Até o final do século XII, as pessoas no Ocidente conheciam uma sensibilidade unificada, percebendo corpo e alma, razão e paixão, a natureza e o indivíduo como parte de um todo mais amplo.
Da Idade Média à Renascença, os europeus viam a si mesmos como microcosmos, pequenas versões do mundo em torno deles, acreditando que uma grande cadeia do ser ligava toda a Vida. Durante a Renascença, as pessoas meditavam sobre a natureza e aplicavam suas lições à vida de cada um. As pessoas viam a si mesmas como parte de um modelo mais amplo:
“Você jamais gozará o mundo apropriadamente antes de descobrir como um grão de areia exibe a sabedoria e o poder de Deus…antes que o próprio mar flua em suas veias, antes de você estar vestido com o céu e coroado com as estrelas”
Centuries of Meditation * Thomas Traherne
Esta visão unificada perdeu-se quando as revoluções científica e industrial desenvolveram um novo paradigma mecanicista. Deus tornou-se o Divino relojoeiro, que deixou o mundo funcionar por si mesmo. As fábricas reduziram os indivíduos a partes especializadas, engrenagens de uma máquina.
O sentido da vida como uma totalidade consciente e orgânica foi substituído pelo ritmo frenético e pela fragmentação da vida moderna. As pessoas começaram a medir seu valor em termos de produtividade – rendimento – como se todos tivéssemos virado máquinas.
O mundo ocidental está à beira de um novo paradigma, e a ciência novamente indica o caminho, desta vez afirmando uma visão mais holística.
O círculo se recompõe outra vez quando novamente percebemos que ninguém é uma ilha.
Todos estamos intrinsecamente ligados na teia dinâmica da Vida.
Trecho livro O Tao da Paz – Guia para a paz interior e exterior (pags.136,137) – Diane Dreher